quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tintas naturais | Urucum

Aproveitando a sequência didática que realizei com as crianças na semana da colheita do caqui e do tema em relação aos indígenas levantado por elas, resolvi fazer na semana seguinte uma sequência que envolvesse a colheita do urucum, a extração de sua tinta, pintar um fundo e por último um desenho de observação.

1º dia
Começamos na roda de conversa retomando a temática do índio, da pintura corporal e do uso do urucum. Falei um pouco que o urucum também é muito usado como corante alimentício, tinta natural para tecido e protetor solar. Em seguida, fomos até o pé de urucum e colhemos as vagens. Voltamos para a sala para tirar as sementinhas e guardá-las dentro de um pote.




 2º dia
Antes de fazermos a tinta de urucum realizamos uma apreciação de imagens, no data show, que retirei da internet da extração da tinta realizada pelos índios. Em seguida, vimos uma receita de tinta natural de urucum. Li a receita, mostrei as imagens e fomos para a varanda para fazer a receita.

250g de sementes de urucum
1 litro de água
1 litro de álcool

Fizemos metade da receita. Como tinha que mexer durante muito tempo, as crianças se revezaram na tarefa. Começamos na varanda e depois fomos para o quintal. Lá cada criança mexeu um pouco nossa mistura. Quando terminou guardei-a fechada para descansar até o dia seguinte.




3º dia
Conversamos na roda que iríamos fazer um fundo com a nossa tinta de natural de urucum. Falamos a respeito do fundo, do que é. Em seguida, mostrei-lhes como estava nossa tinta e nos dirigimos para a varanda. Distribui papel canson, rolinho e despejei um pouco da mistura em pratos de plástico. Como o papel ficava muito molhado não seria possível fazer o desenho nele no mesmo dia. Colocamos para a pintura para secar e utilizar no dia seguinte.

4º dia
Mostrei para as crianças o resultado do nosso trabalho com a tinta natural de urucum. Elas me cobraram, novamente, uma tinta para pintar o corpo. Expliquei-lhes que aquela era própria para o papel e que faríamos outro dia a pintura corporal.
Com o fundo pintado de tinta natural realizamos um desenho de observação do urucum e de suas sementes utilizando giz carvão.





5º dia
Na roda de conversa realizamos a apreciação de três dos trabalhos de desenho de observação. João Pedro, Catarina e Sophia. Falei primeiro do trabalho da Catarina, chamei atenção para o tamanho do desenho, seus detalhes, a ocupação do espaço do papel. Em seguida, João Pedro quis falar sobre o próprio trabalho, de como tinha feito, do que tinha desenhado. Chamei atenção apenas para o fato de que ele tinha sido o único a utilizar o papel em pé (retrato). Por último, falei do desenho da Sophia, da técnica que ela utilizou de esfregar o dedo sobre o carvão para apagar algumas partes e de ter forçado o giz carvão em outras para deixar o traço mais forte.
Por último, dei fita crepe para as crianças e colamos os trabalhos no mural. Como Kariny e Vitor Gabriel não tinham ido à escola da prefeitura e estavam presentes - já que eles frequentam o período da tarde -, pedi a eles que se juntassem e escrevessem o nome das duas exposições: urucum e caqui.



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