Assim que montei um circuito Vitor Gabriel e Luis Felipe vieram imediatamente. É bom ter a presença de algumas crianças que vem somente no período da tarde e são mais velhas como: Vitor, Emílio, Augusto, Abílio. Elas possuem mais autonomia para montar, encaixar, planejar e por algo em prática mais ou menos como imaginam e quando não conseguem pedem a você exatamente o que necessitam. Com as mais novas às vezes é preciso intuir ou adivinhar e nem sempre você acerta. Nesses casos precisa retomar, recomeçar e ver se realizou o que a criança esperava.
Vitor pegou uma bolinha. Colocou umas duas vezes no circuito, observou-a e logo interviu na montagem, adicionou peças no início, modificou no meio colocando outras conexões no lugar das que estavam. No final colocou um cotovelo grande, apoiado em uma caixa e ao final dele adicionou uma canaleta. Vimos que as bolinhas estavam escapando pelo portão. Problematizei com ele e logo Vitor colocou uma tábua para elas não saírem. Ele rearranjou o cotovelo grande depois que apontei a ele que as bolinhas ficariam entupidas. Sob esta última canaleta ele colocou uma rampa que a fazia subir e com ela as bolinhas, porém não chegavam ao final. Observamos que se colocássemos a rampa mais para o final da canaleta as bolinhas poderiam chegar mais facilmente ao seu destino. Ele e o irmão Luis Felipe interagiram cerca de uns 10 minutos. Logo Vitor partiu para outra proposta. Já Luis permaneceu mais alguns minutos.
Guilherme também experimentou cada uma das conexões.
Aldo então começou a brincar com mais de uma bolinha por vez, ele viu Carlos Eduardo e Nicolly colocando várias ao mesmo tempo e passou a imitá-los, porém só utilizou as bolinhas de tênis. Ele me viu sugerindo a Carlos que colocasse as bolinhas dentro da camiseta para ajudar a levar e a carregar e fez o mesmo.
Carlos Eduardo, Nicolly e Luis Felipe começaram a colocar muitas bolinhas para vê-las caírem de uma só vez. Enquanto um deles segurava, os outros coletavam as bolas e as punham nas canaletas. Depois soltavam e observavam. Faziam sons junto com o movimento das bolinhas, comentavam quando elas saíam do circuito. Depois recomeçavam. Essa foi uma brincadeira que Nicolly iniciou na sexta-feira. É interessante observar uma brincadeira sendo retomada num outro dia e o quanto ela pode contagiar outras crianças. Foi graças a essa iniciativa que Carlos, Luis, Aldo, Otávio e Benjamin passaram a desdobrar essa brincadeira.
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