quarta-feira, 2 de abril de 2014

Canaletas | 31/03/3014

Hoje essas engenhocas renderam. Do momento em que comecei a montar até a hora do café muitas crianças passaram pela proposta e interagiram com ela. Tivemos muitos momentos diferentes com maneiras distintas de brincar com elas.

Assim que montei um circuito Vitor Gabriel e Luis Felipe vieram imediatamente. É bom ter a presença de algumas crianças que vem somente no período da tarde e são mais velhas como: Vitor, Emílio, Augusto, Abílio. Elas possuem mais autonomia para montar, encaixar, planejar e por algo em prática mais ou menos como imaginam e quando não conseguem pedem a você exatamente o que necessitam. Com as mais novas às vezes é preciso intuir ou adivinhar e nem sempre você acerta. Nesses casos precisa retomar, recomeçar e ver se realizou o que a criança esperava.

Vitor pegou uma bolinha. Colocou umas duas vezes no circuito, observou-a e logo interviu na montagem, adicionou peças no início, modificou no meio colocando outras conexões no lugar das que estavam. No final colocou um cotovelo grande, apoiado em uma caixa e ao final dele adicionou uma canaleta. Vimos que as bolinhas estavam escapando pelo portão. Problematizei com ele e logo Vitor colocou uma tábua para elas não saírem. Ele rearranjou o cotovelo grande depois que apontei a ele que as bolinhas ficariam entupidas. Sob esta última canaleta ele colocou uma rampa que a fazia subir e com ela as bolinhas, porém não chegavam ao final. Observamos que se colocássemos a rampa mais para o final da canaleta as bolinhas poderiam chegar mais facilmente ao seu destino. Ele e o irmão Luis Felipe interagiram cerca de uns 10 minutos. Logo Vitor partiu para outra proposta. Já Luis permaneceu mais alguns minutos.



Chegaram então Benjamin e Otávio. Eles interagiram algum tempo até iniciarem uma brincadeira de parar as bolinhas que chegavam antes da caixa. Faziam um bloqueio, juntavam um monte delas e depois as deixavam cair.


Aldo estava com uma bolinha de tênis e jogava canaleta acima para depois pegar embaixo. Dava tapas nela para que subisse e descesse. Depois disso, começou a investigar as entradas. Colocou em uma, depois em outra, testou os segmentos, o início. Nicolly fez uma intervenção colocando a conexão T e Y juntas, isso deu novas possibilidades de entradas, que Aldo as testou.



Guilherme também experimentou cada uma das conexões.



Aldo então começou a brincar com mais de uma bolinha por vez, ele viu Carlos Eduardo e Nicolly colocando várias ao mesmo tempo e passou a imitá-los, porém só utilizou as bolinhas de tênis. Ele me viu sugerindo a Carlos que colocasse as bolinhas dentro da camiseta para ajudar a levar e a carregar e fez o mesmo.




Carlos Eduardo, Nicolly e Luis Felipe começaram a colocar muitas bolinhas para vê-las caírem de uma só vez. Enquanto um deles segurava, os outros coletavam as bolas e as punham nas canaletas. Depois soltavam e observavam. Faziam sons junto com o movimento das bolinhas, comentavam quando elas saíam do circuito. Depois recomeçavam. Essa foi uma brincadeira que Nicolly iniciou na sexta-feira. É interessante observar uma brincadeira sendo retomada num outro dia e o quanto ela pode contagiar outras crianças. Foi graças a essa iniciativa que Carlos, Luis, Aldo, Otávio e Benjamin passaram a desdobrar essa brincadeira.





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