segunda-feira, 7 de abril de 2014

Canaletas | 03/04/2014

Neste dia cheguei alguns minutos atrasado. Fiquei em casa arrumando alguns materiais e ferramentas para instalar os ganchos e utensílios de cozinha da casinha das crianças. Quando cheguei Michelle estava com as crianças e já tinha montado um circuito com as canaletas. Era reto, mas tinha um desafio, ao invés de iniciar com uma rampa descendo, ela colocou um pequeno aclive e depois sim o declive nas canaletas consecutivas.

Julia interagiu bastante. Michelle enfatizou o quando sua filha gosta de brincar com as bolinhas. Carlos e Luis Felipe também estavam brincando quando cheguei. Logo depois que Michelle foi embora, o circuito tomou outras configurações com as intervenções de Carlos. Depois de um tempo já não tinha mais criança alguma brincando. Resolvi então mudar, colocar algumas conexões, mas Carlos e Luis não quiseram. Comecei a juntar as conexões e fiz algo diferente do que costumo fazer, criei algo na vertical. Coloquei um caixote sobre o outro e a instalação ficou um pouco mais alta do que o comum.Luis começou a brincar com ela e Carlos adicionou uma canaleta ao final do conjunto de conexões para que a bolinha seguisse adiante. Depois colocou mais uma, porém a bolinha não vinha com força suficiente. Mesmo assim ele colocou mais um cotovelo ao final das duas canaletas.



Carlos Eduardo e Nicolly iniciaram a brincadeira de colocar muitas bolinhas de uma só vez. Carlos arrastou um caixote de madeira para subir, viu que ainda estava baixo e trouxe uma caixa de feira vermelha para colocar em cima. Porém, ela não coube, eu o avisei, pois estava perigoso. Ele tirou a caixa de madeira, ficou só com a plástica, trouxe o cesto de bolinhas e começou a colocar as bolinhas sobre a canaleta, enquanto Nicolly as segurava.




Depois de um tempo Catarina se juntou a Nicolly e Carlos Eduardo. Os três continuaram brincando de colocar muitas bolinhas na canaleta e solta de uma vez. Catarina observava atentamente o movimento das bolinhas e as via passar por meio das conexões.
Certo tempo depois, as crianças liberavam as bolinhas - que passavam pelas conexões, desciam e paravam nas canaletas -, pegavam as bolinhas e jogavam para cima gritando: Liberdade! Livre!


João Pedro também veio brincar, porém interagiu sozinho com a instalação. Olhava as bolinhas seguirem o caminho até o final. Fez isso três ou quatro vezes e se desinteressou. Chamei a atenção dele para as bolinhas que passavam por dentro das conexões e seguiam adiante pela canaleta. Ele ficou mais um tempo interagindo e observando atentamente o que eu havia sugerido.


As crianças mais velhas seguiram para a cozinha para preparar o café. Carlos Eduardo, Otávio e Benjamin ficaram por perto. Benjamin quis minha ajuda para construir uma pista de bolinhas. Ele queria algo bem simples: uma canaleta e no final um cotovelo de 90º. Ele tentou encaixar umas duas ou três vezes, mas não conseguiu e eu o ajudei. Ele ficava empurrando a bolinha com a mão para ela cair na conexão, depois tirava a bolinha e jogava novamente. Otávio quis colocar um carro e tive que mediar, dizer que Benjamin não queria, pois ele já havia falado isso.


Por fim, Carlos Eduardo montou duas pistas com duas canaletas, cada uma dava para um caixote e as bolinhas caíam para elas. Depois ele desistiu de uma e ficou sentado na cadeira, colocando muitas bolinhas para caírem de uma vez. A solução que ele encontrou para que elas não descessem foi colocar um caixotinho para segurá-las. Depois ele retirava e liberava todas.

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