quarta-feira, 2 de abril de 2014

Canaletas | 28/03/2014

Comecei montando um circuito sem a participação de nenhuma criança. A proposta de desenho do Breno ficou pronta antes e no mesmo espaço - na varanda. Com isso, consegui um tempo para realizar uma montagem que tinha em mente. Fiz quase um circuito fechado, em forma de quadrado. Começava em um ponto e terminava bem próximo do início. Coloquei duas entradas com uma conexão T e no final uma conexão Y com duas saídas, sendo que uma delas dava para um caixote que recebia as bolinhas lançadas.

Logo Otávio e Luis Felipe começaram a brincar. Os dois ficaram um bom tempo brincando. Foi tranquilo, não precisei intervir, nem fazer mediações, eles não tomaram a bolinha um do outro, nem ficaram jogando pelo espaço. Ficaram numa boa brincando. Não sei se algo na montagem favoreceu isso. Um aspecto que acho que ela ajudou é que o caixote com as bolinhas estava mais próximo, ou seja, as crianças não precisam se deslocar tanto para recolocar as bolinhas no circuito.

Ambos testaram as duas entradas. Colocavam muitas bolinhas. Chegavam com quatro ou cinco bolinhas para por de uma vez. Certas vezes usavam só uma entrada, já outras vezes usavam as duas. Testaram isso um tempo. Ficavam observando também por onde a bolinha sairia. Olhavam os dois buracos atentamente. Foi curioso notar que Luis e Otávio só usaram as bolinhas de tênis. As outras não. Fiquei intrigado com isso.



Com a chegada do Aldo temi que rolassem algumas desavenças entre ele e o Otávio. Mas cada um ficou de um lado do circuito e isso parece ter ajudado. Aldo testou as duas entradas também. Observava a descida da bolinha atentamente. Mas Aldo preferiu usar apenas a mesma entrada. Ele geralmente tem esse costume. Escolhe um carrinho ou bolinha preferido e fica usando até o final da proposta.


Guilherme saiu da sala de brinquedos, se deparou com a montagem e interagiu com ela. Ficou um tempo lançando e observando. Ele não colocou a bolinha nas entradas, ele utilizou mais os segmentos, o meio das canaletas> Não se ligou muito em começar do ponto de partida, ele partia pelo meio mesmo.

Nicolly preferiu usar muitas bolinhas de uma só vez. Chegou a colocar onze delas em uma das tentativas. Por vezes entupia, ou caia, mas isso não parecia incomodar. Ela constatou uma outra vez que a bolinha desta ou daquela cor tinha caído. O que ela fazia a cada tentativa era dar um empurrãozinho naquelas bolinhas que se demoravam e ficavam um pouco mais atrás que as outras e dizia: "Vamos, vamos".
Para colocar tantas bolinhas ela chegava a colocar uma embaixo do queixo, várias na blusa, fora as que estavam na mão. Ela me pediu uma ajuda para colocar mais e a cada rodada contava as bolinhas.

Carlos Eduardo começou a brincar com as bolinhas da Nicolly. Ela não gostou muito, mas logo teve que ir embora ajudar no café. Carlos interagiu um tanto, mas estava um tanto triste e com sono. Sua mãe disse que ele não havia dormido cedo.

Deixei o circuito montado, eu optei em deixar assim porque eu gostei da montagem e achei que poderia render um pouco mais de interação se ficasse instalado daquela maneira. Não ocupava tanto espaço também. Porém, acho que atrapalhei a proposta de pintura dos menores após a roda, pois enquanto estava com os maiores ouvi um barulho.



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