segunda-feira, 14 de abril de 2014

Canaletas | 11/04/2014

Iniciamos o dia com uma instalação que já tinha deixado pronta para a reunião de familiares na noite anterior. Era uma pista de bolinhas, porém, eu a inverti, pois estava do lado direito e a passagem por ela e para pegar as bolinhas. As primeiras crianças a chegar são Luis Felipe, Carlos Eduardo e Otávio. Eles começaram a interagir, Otávio quis adicionar algumas conexões e testar as entradas das bolinhas.



Kariny frequenta a escola no período da tarde, mas excepcionalmente ela veio no período de manhã, assim como Vitor Gabriel, pois não haveria aula na cidade. Foi a primeira vez que a observei interagir com as montagens das canaletas. Ela começou com uma bolinha, depois várias e em seguida muitas, porém todas da mesma cor: somente amarelas, rosas, azuis ou vermelhas.


Vitor Gabriel começou a intervir nas conexões. Pegou vários cotovelos e conexões e passou a encaixá-las. Em outras postagens já comentei que ele costuma a intervir, planejar e executar suas ideias sem muita mediação.

Em alguns momentos, quando a pista estava caindo ou quando as conexões desencaixavam, eu intervinha para ajudá-lo, porém mais no sentido de dar suporte, segurar, apoiar. Neste caso, abaixo, dei uma mãozinha e algumas dicas de como encaixar a canaleta azul nos cotovelos que ele havia colocado. Foi uma intervenção muito criativa, pois a bolinha descia e logo subia. Às vezes ficávamos com a impressão de que a bolinha estava presta e ela subitamente aparecia.


Otávio trouxe os carrinhos e eu permiti que as crianças brincassem com eles, mesmo tendo montado uma instalação para as bolinhas. Conforme as crianças brincavam eu fui adequando a pista para os carrinhos e isso não impedia que elas continuassem com as bolinhas. Meu desafio ao montar esse circuito era fazer com que os carrinhos não capotassem mais. Eu tinha deixado os carrinhos um pouco de lado e adotado mais as bolinhas, pois era uma frustração pra mim e para as crianças ver que os carros não iam muito longe nessas pistas, eles geralmente batiam nas curvas e capotavam.
Comecei intervindo na altura e inclinação das rampas. Isso fez com que os carrinhos diminuíssem sua velocidade e não capotassem ou capotassem menos. Enquanto estava testando Gabriel veio e colocou um carrinho que capotou. De imediato me veio uma questão e perguntei a ele: - Gabriel, por que os carrinhos capotam? Ele me respondeu que era por causa da curva fazendo um movimento com o braço. Eu respondi, não só, pois se ele estiver devagar na curva não capota. O carro capota na curva quando está em alta velocidade. Perguntei então a Gabriel como faríamos para o carrinho diminuir a velocidade. Ele respondeu me mostrando, ou seja, colocando o carro um pouco mais para baixo do que ele havia colocado. Dessa maneira, seu carrinho seguiu até o fim do circuito sem capotar.

Conseguimos!


Depois que descobrimos a inclinação e a velocidade necessária para os carrinhos seguirem, algumas crianças viram a brincadeira e começaram a participar também. O desafio agora era achar o carro adequado para a pista, pois cada carrinho tem uma peculiaridade e cada um ganho velocidade de acordo com seu peso, estado, modelo e aerodinâmica. A criança precisa ajustar a distância e a força com que joga cada carrinho se ela não quiser que ele capote.






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