Estou ensaiando há algum tempo em fazer algo com papelões, mas ainda não consegui viabilizar nada muito significativo: fiz uma casinha com uma caixa de papelão, esbocei algumas estruturas de capacetes, construímos canaletas de papelão.
Há tempos Ana Cláudia me falou de uma ideia para um brinquedo que se parece com aqueles antigos Tazos - eram pequenos discos colecionáveis da década de 90. Eu pensei em fazer uns testes, recortar algumas peças em papelão para experimentar. Mas hoje, passando pelo sucatario da escola, bati o olho em placas de papelão já pré-recortadas. Elas vêm em embalagens que transportam copos e garrafas.
Resolvi recolher várias delas ver se as crianças se interessavam. Primeiro organizei as peças por tipo e tamanho sobre uma mesa e a outra deixei como espaço para construções. Como nenhuma criança veio, eu comecei a brincar assim mesmo, testando os encaixes, vendo se era muito complexo.
Depois de algum tempo minha construção começou a ganhar corpo e algumas crianças - Nicolly, Luis Felipe e Gabriel - vieram me perguntar o que era aquilo tudo. Respondi que era um jogo novo que estava experimentando com peças de encaixar. Com isso, as crianças pegaram peças e encaixaram na construção que eu estava fazendo.
Catarina quis fazer um castelo. Encaixou algumas peças, experimentou um tempo e foi embora.
Vendo a empolgação de Gabriel e Nicolly comecei a buscar no ateliê mais peças que incrementassem a brincadeira, como rolinhos de papel higiênico, de barbante. A partir desses materiais Gabriel e Nicolly começaram a brincar de binóculos, lunetas, no momento pensei que talvez eu tivesse me precipitado. Depois de um tempo ambos saíram para brincar de outra coisa.
Aldo me viu brincar e começou a fazer suas construções. Ele queria enfiar carrinhos dentro delas. Luis Felipe quis colocar muitos rolinhos dentro do castelo que fiz. Me perguntou se podia colocar no chão e passou a brincar ali.
Já quase na hora de irmos para o café, Sophia chegou e começou a montar, encaixar, usar outros materiais, rolinhos, um galho que trouxera de fora, uns encartes que estavam no chão. Sugeri a ela que saísse do chão e utilizasse a mesa. Gabriel voltou, observou Sophia durante um tempo e pediu para brincar juntos. Eles usaram um papelão A3 como ponte entre uma mesa e outra e construíram muitas torres.
Gostei da experiência. Acho que é necessário recolher diferentes materiais de papelão e colocar à disposição deles para dar mais possibilidades às crianças. Estou pensando em revezar os cantos de entrada com: Kablan, Canaletas e Construções com papelão. Se bem que Kablan e as Construções possuem características muito próximas, mas ao invés de um jogo com regra o outro é livre e os materiais de um são orgânicos e do outro reutilizáveis.
Já o jogo de encaixe propriamente dito, talvez seja interessante criar peças, desenhá-las, recortá-las e pintá-las de várias cores. Precisa ser de um papelão forte, resistente e grosso. Notei que as placas mais finas logo dobravam e entortavam, mas havia outra placa que achei ser ideal para essa função.
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