Quarta-feira passada Catarina e Gabriel pegaram a escada que estava no chão e resolveram colocá-la como suporte para subir na pilha de pneus. Eles apoiaram sobre a pilha grande e passaram a subir por aí. A partir daí, outras crianças também passaram a subir pela escada, mas muitas preferem escalar a pilha de pneus.
A intervenção delas proporcionou o desdobramento de outras brincadeiras. Hoje, por exemplo, Aldo e Yasmin ficaram se revezando para subir a escada. Aldo subiu apenas uma vez e depois eu o ajudei a pular da pilha de pneus. Nas vezes seguinte, Aldo descia por um dos buracos da escada, segurava o degrau com as duas mãos e ficava o máximo que conseguia pendurado.
Yasmin ficou observando seu colega Aldo e depois de algum tempo ela também experimentou pendurar-se, porém, diferente dele, ela enfiou as pernas pelo buraco seguinte e colocou as pernas sobre o degrau, como se fosse uma barra de trapézio. Aldo assistiu a amiga e na sua vez tentou fazer algo parecido com ela. Porém, ele preferiu apoiar os pés na pilha de pneus. Ele ficou pendurado pelas mãos e utilizava os pneus como degraus até chegar no seu limite.
João Pedro escalou várias vezes a pilha de pneus, porém seu desafio era a descida. Ele ensaiou, ensaiou, ciscou na primeira descida. Eu tentei auxiliá-lo orientando os movimentos, gestos, o que ele precisava fazer, mas não funcionou. Estendi a mão, ele segurou e em seguida pulou, mas reclamou de dor no pé. Expliquei que poderia ser alguma pedra ou pedaço de pau. João subiu novamente e ficou por lá um tempo, observando, testando, até que ele sentou sobre a pilha de pneus e aos poucos foi arriscando seus saltos.
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