Há mais de um ano lembro-me de ter feito uma atividade de desenhar no isopor. As crianças fizeram várias gravuras, mas tão logo imprimiam, perdiam o interesse pela proposta. Mesmo frustrado quis retomar esse procedimento. Porém, desta vez havia um contexto. Estávamos estudando cactos e eu poderia introduzir outras técnicas a partir dos desenhos de observação.
Levei várias suportes de isopor. Separei em casa essas bandejas de supermercado onde embalam frios. Depois de observar a proposta com as crianças, percebi que o melhor tipo é aquele sem bordas, achatado. Primeiro que o outro modelo necessita cortar as bordas. Segundo que há uma marca em seu verso que inutiliza esta parte e prejudica a impressão.
Arrumei a mesa do ateliê por setores. Assim que coloquei esses suportes Ana Júlia e Tiê vieram curiosos me perguntar o que eu estava fazendo e para que servia aquilo. Expliquei que era um tipo de impressão, que iríamos desenhar e depois passar tinta e a sequência dos procedimentos. Desenhar com hidrocor, marcar com a esteca, passar tinta com o rolo e imprimir. Sabia que era informação e que teria que retomar a cada etapa. Percebi que poderíamos ter pulado a etapa do desenho com hidrocor. Além de ser desnecessário, as crianças se cansavam de retraçar o desenho. Era mais fácil desenhar com a esteca de argila direto no isopor. Foi o que propus para as outras crianças a partir desta observação.
Tiê fez um cacto, mas não viu muita graça na impressão e manifestou o desejo de fazer desenhos em papel. Depois de alguns desenhos convidei a ele para fazer um daqueles desenhos no isopor e ele topou gravar um lobo.
Ana Júlia, por sua vez, imprimiu várias vezes e mostrou mais interesse nesse procedimento do que na gravação.
Miguel Urquiza quis fazer alguns também. Além de João Gustavo e Bárbara. Destes três somente a última fez a proposta dos cactos e gostou muito da técnica. Chegou a imprimir até mesmo com as placas de outras crianças como a do Tiê.
Apesar de ter levado um quantidade razoável de placas, elas se esgotaram rapidamente, Nos dias seguintes, Bárbara e Yasmin vieram várias vezes fazer os cactos e como não havia muito isopor, resolvemos utilizar o verso das placas. Imprimimos em sulfites coloridos e depois de experimentar várias folhas, passei a oferecer outras cores de guache e não só o preto.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário