08/09
Choveu muito durante a madrugada, por isso iniciamos a manhã com poucas crianças. Aproveitei que estava tranquilo e me dediquei a organizar os espaços e materiais. No ateliê havia muitos papeis fora do lugar, lápis misturados. Dei fim a muitos lixos, arranjei lugar para caixas que estavam amontoadas. Também dei uma organizada na lavanderia e passei o rodo na varanda, pois havia muita água empoçada. Como não tivemos momento de quintal, fiquei observando as crianças brincar com os caixotes. Puxei uma mesa, no intuito de propor algo. Mas assim que coloquei, as crianças se apossaram dela. Resolvi usá-la junto com caixas e tábuas para formar uma casinha. Enquanto punha minha ideia em prática, Guilherme veio com um carrinho e utilizou a mesa como uma pista de carrinhos. Desisti da casinha e desdobrei a ideia do Guilherme, fazendo um prolongamento da mesa. Ele e Miguel gostaram da ideia, porém, passaram a usar de novo a mesa como uma casa, um território e esqueceram do carrinho. Eu desisti de tentar propor qualquer coisa e passei a assistir as brincadeiras de todos.
09/09
Hoje cheguei e não havia energia. Resolvi ocupar o espaço da varanda com uma ideia que já tinha esboçado no dia anterior, ao ver Guilherme brincar com carrinhos sobre a mesa. Fiquei observando um tempo e imaginei fazer uma pista da altura deles. É uma alternativa às pistas que fazemos no chão.
Peguei caixotes e coloquei-os em pé. Sobre ele dispus tábuas deitadas. Vinícius e João Gustavo logo pegaram carrinhos para brincar, mas o interesse durou pouco. Eu esperava que eles interagissem um pouco mais. Decidi então desdobrar minha ideia. Peguei um giz branco e fiz o tracejado da pista. Passei a mão em duas caixas de papelão recortados e usei-os de túnel. Quis colocar duas rampas sobre a pista, mas resolvi esperar um pouco para ver se as crianças fariam alguma intervenção na pista. Depois de um tempo sem ninguém brincar, coloquei as rampas e fiz a linha sobre elas. Eu imaginava que Guilherme, Jhonatan, Arthur e Miguel iriam brincar bastante na pista de carrinhos. Minha intuição se efetivou eles interagiram bastante com a proposta que montei.
Peguei caixotes e coloquei-os em pé. Sobre ele dispus tábuas deitadas. Vinícius e João Gustavo logo pegaram carrinhos para brincar, mas o interesse durou pouco. Eu esperava que eles interagissem um pouco mais. Decidi então desdobrar minha ideia. Peguei um giz branco e fiz o tracejado da pista. Passei a mão em duas caixas de papelão recortados e usei-os de túnel. Quis colocar duas rampas sobre a pista, mas resolvi esperar um pouco para ver se as crianças fariam alguma intervenção na pista. Depois de um tempo sem ninguém brincar, coloquei as rampas e fiz a linha sobre elas. Eu imaginava que Guilherme, Jhonatan, Arthur e Miguel iriam brincar bastante na pista de carrinhos. Minha intuição se efetivou eles interagiram bastante com a proposta que montei.
Na hora de guardar foi fácil e prático de desmontar, só empilhei as tábuas e para os caixotes contei com a ajuda do Jhonatan. Guilherme e Arthur fugiram com os carrinhos e precisei chamar a atenção deles, depois disso os dois amigos guardaram prontamente e carregaram a cesta de carros para dentro. Apesar da falta de luz foi diferente ver todos os professores ocupando o mesmo espaço com propostas diferentes.
10/09
Vim com o objetivo de desdobrar a ideia da pista de carrinhos, esboçada no dia anterior. Mas ao entrar na escola havia várias materiais novos, como jogos, fantasias, estante de livros. Tais coisas despertaram o interesse das crianças e eu tive que abrir mão da minha ideia para acompanhar o desejo delas. Vinicius pegou um jogo de futebol tipo esses de botão, mas com bonecos que chutam. Montou o campo no chão para jogar com o Breno. Notei que estava faltando um dos goleiros. Vendo-os jogar rapidamente percebi que o campo de tecido saia muito do lugar conforme eles se movimentavam, o que dificulta e muito a jogabilidade. Propus de irmos ao ateliê, onde usaríamos a mesa. Mesmo assim os ansiosos espectadores tiravam o campo de lugar. Pensei que este não é o melhor suporte para o jogo deles. É preciso pedir um mais regular e estável, como uma tábua ou prancha de madeira com o desenho do campo.
No decorrer do jogo estabeleci duas regras: não pode pegar a bola com a mão e não pode mover os bonecos adversários. Breno entendeu rapidamente. Tive que lembrar algumas vezes a Vinícius que não podia tocar na bola. Também pudera, chutar uma bola parada com aquela perna já é suficientemente desafiador, quem dirá com uma bola e um terreno instáveis. Depois que ele tomou o gol, Miguel e Tiê jogaram juntos. Senti que o jogo estava muito difícil. Não foi à toa que logo a brincadeira se esvaziou.
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