segunda-feira, 14 de setembro de 2015

14/09/2015 - Painel de cactos

Coloquei o painel de cactos no ateliê. Tinha deixado de oferecê-lo como propostas, pois percebi que as crianças não vinham mais interagir com ele. Mesmo assim, tenho vontade de finalizá-lo e voltei a introduzí-lo como atividade durante a rotina. Abri a sala, coloquei uma música ambiente e, aos poucos, as crianças vieram participar.

Ana Júlia começou colorindo os cactos com o lápis de cor aquarelável. Carol e Nayani também se interessaram. João Gustavo e Vinícius logo chegaram para interagir com a proposta. Depois que Ana terminou o cacto que estava fazendo, passou a desenhar com o lápis molhado sobre a pele do braço. Nayani fez o mesmo, pintando o braço todo.



Carol disse que primeiro era preciso finalizar a pintura para depois fazer o desenho no corpo. E assim que o fez, pintou um coração rosa, vermelho e amarelo no braço. João se pintou com o vermelho e disse que era um machucado cheio de sangue. Tiê assistia atento ao amigo e quis fazer o mesmo. Nem perdeu tempo com os cactos. Pintou as mãos com o lápis vermelho e me pediu um band-aid, nem que fosse de mentira. Dei-lhe então um pedaço de fita dupla face larga. Ele enfaixou as duas mãos e saiu como uma múmia ensanguentada do ateliê.

Vinícius sai e diz que vai brincar com a burrinha. Depois de um tempo ele retorna e proponho que termine o cacto que começou a pintar. Depois de um tempo se cansa, traz uma folha de sulfite e me pede um avião. Assim que os amigos Tiê, Breno e João o veem com o brinquedo, pedem a mim outros aviões. Saem para brincar e voltam mais tarde com a intenção de pintar, colorir seus aviões.

Talvez a ideia da pintura corporal seja um ponto de partida para outras atividades no ateliê. Apreciar grafismo indígena, fazer tinta de urucum, jenipapo. Pintura indiana.






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