No dia anterior, antes de irmos para a conversa com o bombeiro, vi a admiração de Bárbara pelas flores no vaso de brinco de princesa. Pensei usar isso para uma proposta de desenho de observação, mas me ocorreu que um vaso daquele poderia ser um tanto complexo e que as crianças se queixaram de desenhar uma flor tão difícil. Resolvi seguir com o estudo de cactos. Desta vez levei o cacto do dia anterior e adicionei um diferente.
Sentei-me e comecei a desenhar. Vinícius chegou, enfiou a cabeça no meu colo e ficou uns minutos comigo recebendo carinho. Disse-me que queria desenhar. Ele pegou o material e para minha surpresa ele fez um dos cactos. Surpresa não por que eu não acredite em seu potencial ou capacidade. Meu espanto e admiração está justamente no movimento ziguezagueante do menino. De perceber que que ele se dá em saltos e não é nada linear. Ele desenhou o cacto depois de meses fazendo formas abstratas e coloridas. E, em seguida, pegou vários lápis de cor e voltou a fazer suas linhas e formas coloridas e abstratas.
Aldo desenhou linhas abstratas, mas havia uma forma com um rabo. Não consegui entender nem pelo desenho, nem pela fala.
Ana Júlia também desenhou um cacto, mas desta vez deixou para que colocasse no mural.
Bárbara gostou do novo cacto. Achou bonito e mostrou-lhe aos amigos que colocava a mão sem se espetar. Ela fez dois cactos e assim que terminou fez deles personagens, uma menina e um menino de chapéu, com cenário e bandeirinhas de coração. Coloriu com lápis de cor. Chamei sua atenção para evitar ultrapassar a linha do desenho, preencher os espaços em branco e tentar um mesmo sentido dá linha para não dar a impressão de "rabiscado". Não sei se é essa a intervenção que um artista ou professor de artes faria. Fico na dúvida. Mas é o pouco que sei.
Nosso mural está aumentando. Tenho vontade de usar o momento da roda para uma apreciação.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
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