Hoje na proposta vieram poucas crianças apenas Aldo e Otávio. Gabriel deu uma breve passada e fez algumas intervenções. Aldo veio primeiro começou a fazer torres, Otávio veio em seguida e tentou fazer o mesmo, porém ambos usaram materiais distintos. O primeiro utilizou tubos de vários diâmetros e conseguiu encaixar alguns, criando torres altas. Já o segundo quis experimentar muitos tubos do mesmo diâmetro. O resultado é que depois de umas quatro ou cinco vezes ele desistiu de construir torres, pois caíam depois de três ou quatro andares. Eu tentei ajudá-lo, mas caiu, ele parecia se divertir, não me pareceu bravo nem frustrado.
Otávio passou a encaixar os tubinhos dentro das latas e após preencher quatro ou cinco saiu para andar de bicicleta.
Já Aldo continuou com suas torres, cada vez mais altas. Ele passou então a subir na cadeira e montar dali de cima. Eu o incentivei dando-lhe mais materiais, oferecendo outros suportes para que sua torre subisse ainda mais. Mostrei-lhe como colocar sua torre sobre uma lata, mas não sei se ele se interessou muito. Retirei minha intervenção e me pus a observar um pouco mais.
Otávio voltou e viu a torre de Aldo, subiu sobre a mesa e apontou para uma das fotos que eu coloquei como referência. Ele me mostrou a torre, as janelas, o detalhe do topo e o material de que tinha sido feito.
Depois de um tempo sobre a cadeira Aldo passou a montar no chão e ver que altura conseguia atingir com sua torre. Dei-lhe então um caixote como suporte, semelhante aos patamares que vi em fotos de Reggio Emília. Gabriel veio e fez uma intervenção na torre do Aldo. Pensei que este fosse se irritar, porém, observou atentamente seu amigo construir e propor usos diferentes para aqueles materiais. Gabriel tentou empilhar rolinhos e colocou um "chapéu" sobre a torre do Aldo, como se ela fosse um personagem.
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