Há um ano mais ou menos sentei-me com Luís Pelegrini, educador físico e arte-educador do Instituto Toca, para trocarmos algumas figurinhas e pensar algo juntos sobre as "Amarrações". Em uma das fotos eu vi uma intervenção que ele fez com tecido e cordas, semelhante a um casulo. Tentei fazer algo assim com o tecido que tínhamos, ano passado, porém as árvores nas quais eu tinha tentado eram muito altas. Hoje, brincando de estilingue com Gabriel, a ideia dos casulos me veio novamente e eu decidi tentar fazê-la nas mangueiras. Desamarrei o tecido branco, dei uma olhada nos galhos do pé-de-manga, subi e resolvi amarrar.
Catarina e Yasmin me ajudaram a testar, a ver se estava firme e se altura estava boa. Elas vibraram com o balanço, mas eu disse que não era só um balanço, pois era possível entrar nele. Elas brincaram um tempo de casulo, depois encontraram um jeito de fazer o tecido de balanço. Muitas crianças vieram brincar: Gabriel, Sophia, Vinicius, João Pedro.
João, Yasmin e Tuca ficaram muito tempo brincando de girar. Eles descobriram que dava pra torcer o amigo dentro do tecido e depois soltar. Yasmin girava a uma velocidade incrível.
Depois de um tempo eu percebi que era preciso subir um pouco mais o tecido, pois estica com o peso de mais de uma criança e raspa no chão. Subi o tecido e consegui fotos incríveis da Catarina e Yasmin brincando com ele.
Eu comecei a brincar com as crianças de girar. Quando fui girar João Pedro, ele quase chorou. Num dado momento, eu disse a ele que era só ter calma que uma hora ia parar e João se acalmou. Yasmin curtia cada giro. Com ela, pedi que experimentasse abrir e juntar as pernas para sentir se havia alguma diferença na velocidade. Mas logo chegou o almoço. Quero ver se retomo com ela essa experimentação, não só alternando na mesma vez. Mas ora só de pernas juntas, ora só de pernas abertas para ver se ela sente melhor essa mudança de velocidade.
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