quinta-feira, 5 de junho de 2014

Peças de papelão | 05/06/2014

Otávio é sempre o primeiro a chegar. Brinco com a mãe dele, Michele, perguntando se ele já bateu o ponto. Na maioria das vezes ele chega antes mesmo que eu. Ele veio me mostrar um robô que trouxe de casa, aproveitei e propus de fazermos prédios e assim criar um cenário para Otávio e seu brinquedo. Ele pegou uma ou outra peça e brincou, porém largou o robô de lado, pegou duas latas e passou a encaixar rolinhos de papelão dentro delas e verbalizou algo para eu prestar atenção nele. Assim que preencheu as latas Otávio pegou mais duas, mais três até preencher todas elas. A única intervenção que fiz foi contar com ele quantos rolinhos tinha em cada lata, percebemos que cabiam cinco em cada uma e completamos as que faltavam. Feito isso, Otávio se deu por satisfeito e saiu para brincar de outra coisa.




Com a saída de Otávio fiquei sozinho e montei uma grande torre. Acho que isso chamou a atenção de Gabriel e João Pedro que chegaram e começaram a construir. Gabriel pegou quatro rolinhos, colocou-os em pé a uma certa distância de cada um e pôs um papelão por cima, como se fossem quatro colunas e um piso. Pegou mais quatro rolos largos e colocou-os sobre o piso de papelão. Achei que ele iria subir mais pisos, porém iniciou a construção de uma torre.


Foi nesse momento que Gabriel reparou que eu havia trocado as fotografias de torres do mural por pontes. Mostrei-lhe então que as torres estavam em outro mural junto com os desenhos deles. Ele percebeu que eram pontes. João Pedro quis então mostrar sua ponte com túnel em cima para o transporte de água, como o aqueduto francês. Gabriel disse que uma delas parecia mais um muro do que uma ponte. Chamei a atenção do João, perguntando-lhe sobre o os arcos da construção e ele me mostrou, questionei a respeito do segundo andar da ponte, ele percebeu que precisava de algo e fez um andar todo de tampas.


Gabriel subiu ainda mais sua construção e finalmente colocou rolinhos apoiados nas cantoneiras de papelão obtendo canhões.


João quis então fazer canhões para brincar com Gabriel, mas não sabia como. Mostrei-lhe alguns materiais e possibilidades com eles, para que ele pudesse construir alguns canhões. Ele fez uma torre com um canhão.



Gabriel viu uma caixa de papelão no meio do sucatário, pegou, colocou na barriga, saiu correndo e dizendo que tinha a barriga quadrada. Logo voltou e colocou a caixa sobre a cabeça falando que agora era uma ambulância e saiu por aí imitando uma sirene. Chegou de volta e guardou a caixa.

João Pedro e Gabriel saíram e Sophia Victória entrou. Ela não se interessou muito pelas pontes e construções com as peças de papelão. Foi direto na mesa que eu e Breno tínhamos colocado quase naquele instante com bolachas e peças de cipreste. Fui ver um pouco o que estava acontecendo lá fora e quando entrei Sophia me questionou se havia mais rodinhas de madeira, ajudei-a a procurar. 
Achei que ela estava construindo um carro, parecia um, acho que até era, porém ele logo se transformou em outra coisa. Sophia colocou duas bolachas sobre um toco e sobre essas bolachas duas rodas, obtendo assim, um par de olhos e afirmou que era um jacaré. Viu que precisava de uma boca maior, ela chegou a verbalizar isso. Pegou uma tábua e colocou o par de olhos que montou sobre ela, o toco passou a ser o corpo do jacaré e logo ela tratou de arranjar um rabo para ele.



Não satisfeita Sophia colocou várias peças e objetos na frente do jacaré dizendo que era comida para ele. Eu elogiei dizendo que estava legal, mas problematizei perguntando-lhe onde esse jacaré estava, que lugar era aquele, se era um lago ou um rio. Dei-lhe algumas bolachas de cipreste e Sophia passou a construir um circuito todo com pedras e bolachas para ela pisar e não "se molhar" e nem ser pega pelo jacaré. Seu caminho ia até o barril que se transformou em um barco. 




Por último, Sophia pegou vários rolinhos finos e espalhou-os pela sala dizendo que eram peixes. Achei incrível! Ela usou a sala toda para criar o que queria, fez praticamente uma instalação. Fiquei com dó de desmontar. Quando chegou a hora do café da manhã, perguntei-lhe se eu podia desmontar e ela disse que sim, além disso foi me ajudar a guardar tudo.

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